Autor: Equipe Diversidade Católica

Depoimento: “O amor de Cristo nos uniu”

“Quando eu penso na improbabilidade do nosso encontro, eu sei: o amor de Cristo nos uniu. Quando eu busco algum sentido nas nossas vidas antes de estarmos juntos, eu sei: o amor de Cristo nos uniu. Quando eu rio do enorme esforço que foi conseguir estar perto dele, eu sei: o amor de Cristo nos uniu. Quando eu me perco e ele me encontra, eu sei: o amor de Cristo nos uniu. Quando meu cansaço ele consegue transformar em esperança, eu sei: o amor de Cristo nos uniu. Quando vejo que posso viver sem ele, mas que ele é minha melhor escolha de vida, eu sei: o amor de Cristo nos uniu. Quando escuto dizerem que estar com ele é pecado, e ele vai me buscar na saída do metrô com nossa cachorrinha, a Maysa, eu sei: o amor de Cristo nos uniu. Quando apenas sorrindo ele consegue falar de amor com mais fluência que qualquer poeta, e sobre Deus com mais propriedade que qualquer teólogo, eu sei: o amor de Cristo nos uniu. Quando só ele entende realmente o que eu falo, quando ele entende que minha raiva é na verdade medo, quando ele me abraça, mesmo dormindo, eu sei: o amor de Cristo nos uniu. Quando sei que ele, humano, me apontou o caminho do amor divino, eu sei: o amor de Cristo nos uniu.” R. (autor...

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Depoimento: “Sou eu inteiro, teoria e prática”

Tenho um grande amigo que adora fórmula 1, acorda de madrugada, assiste a todas as provas, entende de tudo, mas… nunca aprendeu a dirigir. Não sei porque pensei imediatamente nele quando li o depoimento de um gay ortodoxo. Fui muito tempo um gay não praticante, tanto quanto fui um católico não praticante. De certa forma o “não praticar”, seja lá o que fosse, me foi sempre um lugar muito seguro. Também já fui um “super praticante”, tanto como gay quanto como católico, e da mesma forma que a “não prática”, o “excesso” era também uma forma de defesa, uma forma de não fazer contato com minha inteireza. Hoje acredito cada vez mais que é pelo outro que sou nutrido, que é através do outro que Deus se manifesta a mim. Assim não praticar, seja ser gay ou ser católico, é impossibilitar o encontro com Deus, é cortar Sua palavra, é fechar os olhos ao Seu amor divino. Hoje pela graça de Deus sou praticante, tanto como gay, quanto como católico, e me sinto extremamente confortável com isto, pois sou eu inteiro, teoria e prática. Paz e Bem R., Rio de Janeiro (depoimento publicado em nosso blog em...

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Depoimento: “O Deus de amor não condena nenhum de seus filhos”

Nasci católica, numa cultura católica, onde o universo todo também era católico. Fui apresentada, muito cedo, pelo meu avô materno – obviamente católico – a um Deus que não pune, que não frita gente num inferno escaldante, que não se vinga ou sente raiva. Esse Deus do vô João nos protege ao mesmo tempo que nos permite escolher a vida que quisermos ter, com todas as consequências. Ele não é responsável pelo mal mas não nos nega a experiência do mal. Ele não nos nega experiência alguma. E é essa a liberdade linda e divina Dele. Aos 21 anos, já bem crescida e sabendo bem escolher os frutos do Bem e do Mal, me dei conta de que sou óbvia e intrinsecamente gay. Sempre fui; não virei gay. Antes eu tivesse passado por baixo do arco-íris; teria explicado muita coisa no começo. Mas eu entrei no arco-íris e, como não poderia deixar de ser, com o gênio que tenho, aceitei viver inteiramente o que sou com as consequências que isso pudesse ter. Passei a ser católica e gay, na mesma intensidade, de forma tão primitivamente enraizada na minha personalidade que nunca escolhi ser ou deixar de ser nenhuma delas. Apenas sou. Graças ao meu vô João, meu Deus de amor foi maior que o inferno que o homem teima em pintar em nome de Deus. Minha criação foi forte...

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Depoimento: “Saí duplamente do armário: como gay católico e como católico gay”

Vivia uma adolescência conturbada, explodindo questionamentos e angustia existencial. Até que conheci algumas pessoas da Igreja, e fui magicamente resgatado de uma solidão que acreditava ser eterna. Com eles eu não precisava parecer mais forte, mais seguro. Mesmo a minha falta de jeito para eles era um charme. Até então acreditava que a adolescência era o pior tempo da vida e tudo o que queria era crescer e deixar esse tempo para trás.Com eles passei a gostar de ser jovem, de estar no aqui e agora, de ser eu mesmo – ainda que soubesse bem pouco sobre mim mesmo até então. Formamos um grupo jovem chamado PANE (Para Amar Nós Existimos), no dia 06 de agosto de 1978. Toda esta felicidade durou oito meses, e logo meu pai se transferiu de volta ao Rio de Janeiro com todos os seis filhos. Passei a freqüentar as missas da Igreja da Ressurreição no Posto 6. Achei que era para mim um chamado convocar jovens a partir dos 16 anos para ensinarem o catecismo, preparando crianças para a primeira comunhão. Atendi imediatamente e nos 4 anos seguintes (cada turminha durava 2 anos) tive um compromisso certo todos os sábados pela manhã. Daí passei a dar palestras nos encontros da Igreja e de outras paróquias também. Fiz cursos de formação de lideranças e assumi uma coordenação na Pastoral da Juventude, na Arquidiocese. Em...

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Depoimento: “Aquele que busca a salvação não deve julgar”

Minha identidade homossexual é uma mera condição que não está interligada ao meu caráter. Contraditório seria se eu fosse um assassino psicopata, um criminoso, um corrupto “E” católico… Enfim, se eu fizesse algo de podre, que atrasa o desenvolvimento da sociedade… Minha sexualidade não interfere e não prejudica a minha vida e nem a vida dos outros, portanto, não vejo motivos para que Deus possa me julgar por algo tão simples e tão pessoal. Deus nos julga por nossos atos prejudiciais, por aquilo que atrapalha e/ou interfere ao conjunto de pessoas que vivem em nosso âmbito. Ser gay não interfere na vida de outra pessoa. Meus valores definem o meu caráter e serei julgado por ele. As pessoas precisam perder a mania feia de linkar a identidade sexual de um indivíduo às capacidades religiosas, intelectuais e físicas dele, afinal, Deus nos criou afim de que fôssemos felizes. Aquele que ignora sua identidade de boa vontade para seguir a Deus, amém. Deus conhece seu coração e sabe se essa boa vontade o torna realmente completo e feliz. Mas Deus também conhece o coração daquele que não abandona sua identidade e vive completo e feliz, buscando estar ao lado do Pai em sua condição. Qual criador abandona sua criatura, seja qual for as características dela? O que Deus nos propõe é que busquemos a felicidade junto a Ele, Nele e por...

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