Autor: Equipe Diversidade Católica

Carta a uma fundamentalista

E-mail enviado por um estudante de teologia de Boston para Laura Schlessinger, uma personalidade do rádio americano que oferece conselhos para pessoas que ligam para seu programa. Em 2007, ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levíticos 18:22 e não pode ser perdoada em nenhuma circunstância. O texto abaixo é uma carta aberta para Dra. Laura, escrita à época (agosto de 2007) por um cidadão americano e também disponibilizada na Internet. (Resposta semelhante seria dada pelo presidente fictício dos EUA na série “The West Wing – Nos Bastidores do Poder”, que você pode assistir aqui.) Cara Dra. Laura Schlessinger, Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeito à Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu show e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levítico 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação. Fim do debate. Mas eu preciso de sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leis específicas e como seguí-las: a) Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levítico 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia? b) Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época...

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Jesus cura o amante do centurião

Nos tempos de Jesus, havia na Palestina dois tipos de soldados oficiais (deixando de lado os possíveis zelotas ou soldados-guerrilheiros ao serviço da libertação judia). Uns eram do exército romano propriamente dito, que dependiam do Procurador ou Prefeito (Pôncio Pilatos), que governava de um modo direto sobre a Judéia e a Samaria. Outros eram do rei-tetrarca Herodes Antipas, que governava sob a tutela romana na Galileia (e os do seu irmão Filipe, tetrarca de Itureia e Tracontide, do outro extremo da fronteira da Galileia). O Prefeito romano contava com cerca de três mil soldados de infantaria e algumas centenas de cavalaria, aquartelados basicamente em Cesareia, que costumavam ser originários do ambiente pagão da Palestina e funcionavam como exército de ocupação. De qualquer maneira, não era frequente vê-los na rua o nas povoações, nem mesmo em Jerusalém, onde governava o Sumo Sacerdote e o seu conselho, com a ajuda de alguns milhares de «servos» ou soldados da guarda paramilitar do Templo. De qualquer modo, nos tempos de crise ou nas festividades, o Prefeito romano subia a Jerusalém e instalava-se na Fortaleza Antónia, junto ao templo, a partir de onde controlava o conjunto da cidade. Provavelmente residia ali uma pequena coorte, ou destacamento militar, mas não se misturava na vida civil e religiosa da cidade. O Rei (=Tetrarca) Herodes Antipas governava na Galileia, sob o controle de Roma, mas com uma...

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“Eles são católicos, homossexuais e praticam”

Matéria publicada na Revista Pública, de Portugal, em 11/04/2009, e reproduzida aqui a partir do site da ILGA Portugal: 1. Alentejo O quarto de José António Almeida dá para a fachada da igreja matriz. É isto “numa vila da província”, diz um dos seus poemas. Uma vila do interior alentejano cujo nome prefere calar. Mas aqui estamos, num começo de tarde, no começo da Primavera. Lá fora cheira a pólenes, e a luz aquece, quase cega. Cá dentro cheira a tabaco, ao óleo de ícones e santos, e a sombra quase arrepia. – Como vê, é o quarto de um católico – diz José António. Ao lado da janela, a reprodução de um ícone bizantino e uma imagem de Santa Teresa do Menino Jesus. Ao lado da cama, uma pintura com um crucifixo espetado num coração bastante carnal, com nervos e válvulas. – Esta imagem do Sagrado Coração foi proibida algum tempo por ser um órgão anatómico. Sim, é o quarto de um católico, mas também vemos que é o quarto de um poeta. Do outro lado da cama está emoldurada uma carta de Vieira da Silva escrita em 1983: “Meu querido poeta…” De passagem por Paris, José António quis conhecê-la, deixou-lhe poemas e um bilhete, ela respondeu com esta folha. O que talvez não se veja no quarto, mas se vê no escritório, é que além de católico...

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Londres: Cardeal Vincent Nichols reza missa para católic@s LGBT (2015)

Nota publicada na página LGBT Catholics Westminster em 11-05-2015, traduzida por Claudia Sbardelottopara o IHU: O cardeal Vincent Nichols foi recebido por uma igreja lotada em Londres, no último domingo, 10 maio de 2015. Ele presidiu a missa agendada para as 18h15min na Farm Street Church, paróquia dirigida por jesuítas, e acolheu católicos LGBT e suas famílias. Essa foi a primeira vez que um arcebispo de Westminster presidiu tal missa que foi concelebrada pelo monsenhor Keith Barltrop, colaborador do cardeal com o grupo de pastoral para católicos LGBT de Westminster, pelo pároco da Farm Street Church, Pe. Andrew Cameron-Mowat SJ, e o Pe. John O’Leary, secretário do cardeal Nichols. A celebração contou com músicas compostas especialmente para o dia, incluindo Live every day in my love, baseada na leitura do Evangelho do dia, e uma nova versão do Salmo 97 que foram cantadas pelo Beacon Music Group, que acompanha as missas de domingo à tarde na Farm Street Church. Membros Conselho Pastoral de Católicos LGBT da arquidiocese de Westminster estavam entre os leitores da liturgia. Expressando seu prazer em poder celebrar essa missa, o cardeal Nichols destacou as leituras bíblicas do dia: Deus não tem favoritos, mas qualquer um que faz o que é certo é aceitável a Deus. Ao afirmar que na misericórdia e no amor de Deus, todos são aceitáveis e aceitos, o cardeal advertiu contra aqueles que...

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Católicos LGBT são acolhidos em igreja jesuíta (2013)

Reportagem de Joseph Patrick McCormick publicada no sítio Pink News em 05-03-2013, traduzida por Moisés Sbardelotto para o IHU: Os católicos LGBT das missas do Soho, em Londres, que haviam ficado desalojados pela descontinuidade dos serviços religiosos específicos para a comunidade LGBT no Soho começaram o que foi descrito como sua “nova fase” de culto na Igreja da Imaculada Conceição, no último domingo. A igreja jesuíta, com sede em Farm Street, Mayfair, e que celebremente rejeitou Oscar Wilde depois de ele ter sido condenado por indecência grosseira e sodomia, abriu recentemente as suas portas para os deslocados devido ao fim dos serviços religiosos. Em janeiro, o arcebispo de Westminster, Vincent Nichols, que lidera a Igreja Católica na Inglaterra e no País de Gales, anunciou que as missas em todo o Soho, no centro de Londres, voltadas especificamente para as pessoas LGBT, deviam acabar. Ele disse que as missas realizadas na Igreja de Nossa Senhora da Assunção no Soho estavam fora de sintonia com a principal ensinamento da Igreja sobre a sexualidade. Uma declaração do grupo Missas do Soho afirma: “A missa foi concelebrada pelo pároco, Rev. Pe. Andrew Cameron Mowat SJ, que estendeu calorosas boas-vindas aos seus novos paroquianos LGBT, e por Mons. Seamus O’Boyle, vigário-geral de Westminster, que continua o excelente ministério que liderou em Warwick Street, em seu posto de mediador diocesano para a comunidade católica LGBT”. Joe...

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