Autor: Equipe Diversidade Católica

“Oração para quando eu me sinto rejeitado” (James Martin, S.J.)

No último domingo, 29/10/2017, fizemos um dia de retiro, que foi muito proveitoso. Na manhã, fizemos um tempo de oração, seguido de partilha, baseado nesta oração abaixo, tirada do livro de James Martin, S.J., sobre a ponte a ser construída entre a Igreja Católica e os LGBT.   “Deus amoroso, você me fez quem eu sou. Eu o louvo e amo pois fui maravilhosamente feito à sua imagem. Mas quando zombam de mim por ser quem eu sou, me sinto machucado e até envergonhado. Então por favor, Deus, me ajude a lembrar do bem que há em mim vindo de você. Ajude-me a lembrar da minha dignidade que você me deu quando fui concebido. Ajude-me a lembrar que posso viver uma vida de amor, porque você criou meu coração. Fique comigo quando alguém faz com que eu me sinta inferior. E ajude-me a responder com um amor que respeite o outro, mas também me respeite. Ajude-me a encontrar amigos que me amem por ser quem eu sou. Ajude-me acima de tudo a ser uma pessoa amorosa. E, Deus, ajude-me a lembrar que Jesus me ama, pois ele também foi visto como um pária. Ele também foi incompreendido. Ele também foi espancado, escarrado. Jesus me entende e me ama com um amor especial, pois você me fez desse jeito. E, quando eu me sentir sozinho, ajude-me a lembrar que Jesus acolhia...

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Memória: nota publicada por ocasião do 8º aniversário do Diversidade Católica (14/07/2015)

“Hoje, para nós, é dia de comemoração e de agradecimento! Há exatos 8 anos, o Diversidade Católica lançava o seu site, dando o primeiro passo de um rico e bonito apostolado. Neste dia, queremos agradecer a Deus pelos anos de caminhada, pela doação bonita dos nossos membros e parceiros, e principalmente por aqueles e aquelas a quem a nossa mensagem tem alcançado e transformado. Rezamos para que o nosso trabalho continue firme na construção do Reino, e que continue dando frutos! Rogamos pela intercessão de São Camilo de Léllis, fundador da Ordem dos Ministros dos Enfermos, que tem seu dia celebrado hoje. Assim como ele tanto contribuiu para curar as feridas dos corpos, que nós também possamos seguir curando feridas em corpos e almas machucados pela LGBTfobia. Vida longa ao Diversidade...

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Protesto do clero de Chicago contra a linguagem homofóbica da hierarquia católica

Carta Aberta à Hierarquia da Igreja Católica Romana sobre a Solicitude Pastoral com Pessoas Gays e Lésbicas Berwyn, Illinois, 19 de dezembro de 2003 Como pastores católicos, nós ficamos cada vez mais incomodados com o tom e, em alguns casos, com os conteúdos de documentos e pronunciamentos do Vaticano, de conferências episcopais e de bispos individualmente em questões referentes a homossexuais ou a gays e lésbicas. Nós respeitamos a autoridade do magistério da Igreja. Por isso, consideramos bastante perturbador o uso crescente da linguagem violenta e abusiva contra qualquer pessoa. Esta linguagem é inapropriada. E especialmente quando se dirige aos membros da comunidade dos fiéis. Estes pronunciamentos divisivos e excludentes da Igreja contrariam a correta solicitude pastoral. A caminhada na fé é única e sagrada, incluindo a integração pessoal da sexualidade e da espiritualidade. As condenações feitas a católicos sinceros, que pretendem ter sentido fora do horizonte de seu caminhar, são inapropriadas e pastoralmente destrutivas. Como sacerdotes e pastores, falamos com franqueza para ficar claro que nossos irmãos gays e nossas irmãs lésbicas são membros da família de Deus, irmãos e irmãs do Senhor Jesus, e merecem a mesma dignidade e respeito devida a todo ser humano. Reconhecer a dignidade inalienável da pessoa humana é o único caminho para a justiça e a reconciliação. Nós afirmamos a bondade intrínseca de todas as pessoas homossexuais. Nós nos enraizamos no documento dos...

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“Não me tornei padre para me meter na cama das pessoas”

Reportagem de Emilio Ruchansky publicada no jornal argentino Página/12 em 11/07/2010, durante os embates entre a Igreja Católica daquele país (cuja conferência episcopal era, à época, presidida pelo então Cardeal Jorge Bergoglio) e os defensores do projeto de lei pela união civil (depois, pelo casamento) entre pessoas do mesmo sexo. Matéria traduzida para o português pelo CEPAT para publicação no IHU, foi reproduzida neste blog. “A hierarquia não aceita perder o poder e quer meter-se na cama das pessoas. Eu não me tornei padre para me meter na cama das pessoas”, afirma o padre argentino Eduardo de la Serna sobre a polémica que envolve o projecto de lei que permite o casamento civil para pessoas do mesmo sexo. O cardeal Jorge Bergoglio invocou a ‘Guerra de Deus’ contra o projecto e alguns sacerdotes passaram a contestar a posição da hierarquia qualificando-a de atrasada e autoritária. Primeiro foi um padre de Mendoza, Vicente Reale, que no canal 9 da Província manifestou apoio ao projecto aprovado na Câmara dos Deputados. Justificou o apoio utilizando argumentos jurídicos e religiosos. “Aqueles que possuem determinada convicção, seja religiosa ou não, podem defendê-la, mas não têm o direito de condenar ou obrigar os outros a segui-la, prejudicando a terceiros”, disse no seu comentário semanal televisivo. Logo depois, um grupo de padres cordobeses criticaram fortemente a hierarquia da Igreja. A esses somou-se um grupo de sacerdotes bonaerenses liderados por Eduardo...

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Minha culpa perante os nossos irmãos e irmãs homossexuais

Eu, pecador e presbítero, peço perdão aos meus irmãos e irmãs homossexuais, em meu nome, em nome de outros, muitos, presbíteros e em nome da Igreja Católica, da qual faço parte desde o meu baptismo. Peço perdão porque não soube apreciar o dom do corpo e da sexualidade; porque coloquei reservas ao prazer e o considerei algo baixo, sujo e desprezível; porque preferi seguir Agostinho de Hipona em vez de fixar os meus olhos em Jesus de Nazaré. Peço perdão porque me juntei aos que discriminam as pessoas homossexuais, escutei em silêncio e até contei algumas piadas que os degradam. Tolerei que se fale deles com desprezo e sejam catalogados com epítetos humilhantes. Senti medo de ser visto em público acompanhado de alguma pessoa abertamente homossexual. Peço perdão porque não abri espaços para as pessoas homossexuais, no seio das paróquias onde servi; porque me calei perante seminaristas homossexuais que foram expulsos do seminário somente por essa razão; porque guardei para mim as minhas opiniões sobre encerramento da Igreja no que respeita aos homossexuais, em vez de abrir um debate público que tanta falta faz na comunidade cristã. Peço perdão porque não soube valorar e apreciar a entrega de tantos catequistas, ministros e servidores homossexuais que há nas nossas igrejas, porque baixei a voz até que esta se transformasse em sussurro de capelinha nas reuniões de presbíteros, quando deveria elevá-la...

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