Autor: Equipe Diversidade Católica

Sobre descobrir-se LGBT

Inspirado no projeto “It Gets Better”, André Matarazzo e Gustavo Ferri mostram diferentes histórias de brasileiros gays, bis, trans ou qualquer outra sigla que tenta definir o que não precisa definição. O filme traz depoimentos que visam minimizar o impacto da homossexualidade, tratando de maneira extremamente realista a situação do que é crescer sendo gay e do constante processo de redescobrimento e desconstrução e construção de conceitos, ideias e identidade, para si e para a sociedade. Uma abordagem não só necessária, como urgente, de um tema que assusta e reprime muita gente até hoje, mas que não deveria nem ser assunto...

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Ensinamentos da Igreja

“Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros”. Evangelho de João (13,35) “Todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conheceu a Deus, porque Deus é Amor” 1 João 4,7-8 “E agora, eis o que diz o Senhor, aquele que te criou e te formou: Nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu. Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti. Fica tranqüilo, pois eu estou contigo.” Isaías 43, 1-5 “A consciência é o centro mais secreto e o santuário do homem, no qual se encontra a sós com Deus, cuja voz se faz ouvir na intimidade do seu ser. […] Pela fidelidade à voz da consciência, os cristãos estão unidos aos outros homens no dever de buscar a verdade e de nela resolver os problemas morais que surgem na vida individual e social”. “Ninguém seja levado a agir contra a consciência nem impedido de agir de acordo com ela”. Concílio Vaticano II (1965), Gaudim et Spes (nº 16) e Dignitatis Humanae (nº 2) “A consciência é uma lei de nosso espírito que ultrapassa nosso espírito, nos faz imposições, significa responsabilidade e dever, temor e esperança… É a mensageira daquele que, no mundo da natureza bem...

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Depoimento: “Dupla militância”

Sou de família cristã, de tradição católica, batizado aos 3 meses de vida e confirmado nesta fé aos 14 anos de idade, a qual jamais abandonei em qualquer circunstância. Sou iniciado há 8 anos no Candomblé, por resgate histórico-cultural, de fé e de memória dos meus ancestrais familiares, por minha ligação e pertencimento étnico-racial à raça negra, portanto herdeiro da negritude de meus pais, de meus avós, bisavós e tataravós… Não tenho vergonha alguma ou qualquer arrependimento de minhas raízes e de minha história de vida pessoal, tampouco de professar minha fé em Deus, Jesus Cristo e nos Orixás. Eu sou brasileiro e no seio desta nação constituiu-se minha família, com sua cultura e suas crenças. Continuo meu caminho independente dos gostos ou desgostos destes ou daqueles que se arvoram em juízes das consciências individuais. A fé é minha e a maneira de lidar com o Sagrado que escolho pertence exclusivamente a mim. Sob essa fé e consciência individual, bem como sobre os meus atos de bondade ou de maldade, que serei julgado pelo Criador e não por qualquer um de vocês. Portanto, deem um tempo, cuidem de si e da sua própria história. A minha já está sendo construída. Obrigado. Pedro Ivo (Brasília,...

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