Autor: Equipe Diversidade Católica

“A fé no amor!”: o testemunho de Mônica Benício sobre Marielle Franco

Testemunho de Mônica Benício*, viúva de Marielle Franco, para nosso site: Descobrir um amor, em sua simplicidade e beleza, em um espaço de encontro com o que temos de melhor, de solidariedade e de crença em um mundo melhor como a Igreja. Quem não seria grato por esta oportunidade? E para nós não foi diferente. Marielle e eu nos conhecemos no pátio da Igreja Católica que frequentávamos e nos deparamos com este amor mútuo, sincero e vivo em nós! O amor se apresenta de muitas formas em nossas vidas, se transforma e se ressignifica a todo tempo. E foi o que aconteceu conosco. Aquele amor que se consolidou através de uma amizade profunda, adquiriu novos significados para nós. Companheirismo, sonhos compartilhados e desejos em comum. E o que fazer com tudo isso, sentimentos intensos e bonitos, que aprendemos em nossa formação católica a nutrir pelo próximo, mas que quando se apresentam para nós nos dizem que não podemos vivenciá-los, que é errado, que é pecado? Foram tempos de conflitos e contradições entre o que aprendemos e o que sentíamos uma pela outra e o que nos diziam que podíamos ou não viver. Escolhemos viver. Viver pelo amor e com amor. E isso em momento algum abalou nossa fé, mas nos fez perceber que os percalços enfrentados para estarmos juntas, para nos permitirem nos amarmos teriam que ser enfrentados em todos...

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Votar com lucidez

Do site da CNBB, compartilhamos trechos de artigo de D. Reginaldo Andrietta, Bispo de Jales (SP): “O destino do Brasil, por muitos anos, estará sendo decidido nas eleições que se aproximam. Muitíssimos eleitores, no entanto, desinformados sobre os reais interesses que estão em jogo, correm o risco de fazer escolhas sem conhecerem suficientemente e analisarem criticamente os candidatos, seus partidos, quem os financia e seus projetos. (…) São escandalosas as posturas alienadas de muitos cristãos e as adesões a um candidato à presidência que dissemina violência, ódio, racismo, homofobia e preconceito contra mulheres e pobres. Ele utiliza falsamente as temáticas do aborto, gênero, família e ética; faz apologia à tortura, à pena de morte e ao armamentismo; e é réu por injúria e incitação ao crime de estupro. Ele e outros candidatos usam o “nome de Deus em vão”, o que é censurado na Sagrada Escritura, conforme o Livro do Êxodo 20,7. Manipulam a religião. Não amam a justiça. (…) Reconheçamos a importância do debate respeitoso sobre esse assunto em todos os ambientes, especialmente nas comunidades cristãs, afinal Cristo nos confia a vida em sociedade, afirmando que seus seguidores devem ser “sal da terra e luz do mundo” (cf. Mt 5,13-16). Ele mesmo atribui prioridade a essa missão, dizendo: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6,33). O destino saudável do Brasil depende de nossa opção em...

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Encontro com Jo Clifford em São Paulo

O Grupo de Ação Pastoral da Diversidade (GAPD) e a Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM) de São Paulo convidam para o bate-papo com a atriz e dramaturga inglesa Jo Clifford, autora da peça O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu, dia 29 de setembro, às 14 horas. Provocativa talvez seja a melhor palavra para definir Jo Clifford. Ela estudou num colégio só de meninos, ela interpretava os papéis femininos para dar vazão à sua verdadeira identidade de gênero. E isso era causa de embaraço. Foi só muito depois que, atuando nas peças que ela própria escreveu, ela passou a se sentir totalmente à vontade no palco. Para ela, dramaturgos/as são pessoas perigosas! Aos 68 anos, ela tem energia suficiente para considerar-se “uma ameaça”, justamente porque se propõe a fazer o público repensar ideias e visões já há muito solidificadas. Católica devota, sua experiência pessoal a colocou numa posição incômoda, o que a levou a escrever a peça O evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu, na qual Cristo é assume a forma de uma mulher transexual. Um texto avassalador que, infelizmente, foi mal compreendido por setores cristãos conservadores que não atentaram para a profundidade da crítica feita por Jo. A dramaturga e atriz esteve no Brasil em 2016, a convite do British Council, para as primeiras encenações da peça, tendo por protagonista a atriz também trans Renata Carvalho. Ela retorna...

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“Do escuro ao infinito: vivências e resistências de adolescentes LGBTs no Brasil”

Compartilhamos aqui o livro “Do escuro ao infinito: vivências e resistências de adolescentes LGBTs no Brasil”, publicado pela Rede Nacional de Adolescentes LGBT. O livro é composto por histórias reais, escritas por adolescentes lésbicas, gays, bissexuais, trans e de outras identidades diversas, de todas as regiões brasileiras, 20 estados diferentes e com idades entre 13 e 18 anos.  Mariah Gama, Coordenadora da Rede Nacional de Adolescentes LGBT, diz na apresentação:   “Esse livro é um grito de denúncia, indignação e luta de mais de oitenta adolescentes lésbicas, gays, bissexuais e trans que hoje vivem no Brasil. Lendo esse livro vocês terão a oportunidade de acompanhar a história e trajetória de adolescentes que muitas vezes convivem com exclusão, violência e discriminação. Lendo esse livro vocês poderão descobrir sobre o quê esses adolescentes estão pensando e refletindo; que ideias estão projetando, os medos que sentem e as batalhas que enfrentam. Vocês vão ler histórias de amor, autoconhecimento, violência e superações. Os desabafos aqui escritos e ilustrados são palavras que anseiam impactar a forma como vocês, leitores e leitoras, convivem com os adolescentes LGBTs ao seu redor. Esperamos que esse livro seja capaz de provocar mudanças reais e sensíveis nas pessoas que o leiam. Queremos que nossa voz ecoe e possa alcançar adolescentes que se sentem diferentes, estranhos, sozinhos e errados, e ao ler nossas palavras e ver nossos desenhos, possam sentir que não estão sós e que a vida vale a pena, quando se luta por um mundo mais justo e mais...

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