Jovens LGBT periféricos buscam apoio dentro da Igreja Católica
Matéria de Daniel Freitas publicada na Folha de S. Paulo (aqui) em 02-11-2019: Homossexual, o estudante Gabriel Jadson, 23, se sentia diferente de seus dois irmãos e de outros meninos no Jardim Elisa Maria, bairro da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, na infância. “Quando tomei coragem para falar, minha mãe partiu para me bater, mas começou a chorar em seguida. Meu pai me viu como grande decepção para a família”, diz. O caminho para lidar com a situação ele encontrou na igreja. “Se não fosse a PJ, não sei onde estaria hoje. Poder dialogar com o grupo de jovens foi fundamental para o meu processo de aceitação.” A PJ é a Pastoral da Juventude da Igreja Católica, que tem atuado nas periferias de São Paulo. Os grupos tratam de políticas públicas e temas ligados à juventude. E passaram a incluir a situação vivida por LGBTs da capital. Segundo a Arquidiocese de São Paulo, há cerca de 20 grupos de base instalados nas comunidades periféricas da cidade formados por jovens voluntários. Entre os objetivos está formar cristãos e cidadãos capazes de reconhecer a imagem de Cristo no outro, respeitando as diferenças de gênero, etnia, crença ou sexualidade. No espaço, debatem o preconceito contra LGBTs na cidade onde 4 a cada 10 moradores já viram ou sofreram discriminação. “É difícil quando não fazemos parte do conceito heteronormativo imposto. Com...
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