Autor: Equipe Diversidade Católica

“Do escuro ao infinito: vivências e resistências de adolescentes LGBTs no Brasil”

Compartilhamos aqui o livro “Do escuro ao infinito: vivências e resistências de adolescentes LGBTs no Brasil”, publicado pela Rede Nacional de Adolescentes LGBT. O livro é composto por histórias reais, escritas por adolescentes lésbicas, gays, bissexuais, trans e de outras identidades diversas, de todas as regiões brasileiras, 20 estados diferentes e com idades entre 13 e 18 anos.  Mariah Gama, Coordenadora da Rede Nacional de Adolescentes LGBT, diz na apresentação:   “Esse livro é um grito de denúncia, indignação e luta de mais de oitenta adolescentes lésbicas, gays, bissexuais e trans que hoje vivem no Brasil. Lendo esse livro vocês terão a oportunidade de acompanhar a história e trajetória de adolescentes que muitas vezes convivem com exclusão, violência e discriminação. Lendo esse livro vocês poderão descobrir sobre o quê esses adolescentes estão pensando e refletindo; que ideias estão projetando, os medos que sentem e as batalhas que enfrentam. Vocês vão ler histórias de amor, autoconhecimento, violência e superações. Os desabafos aqui escritos e ilustrados são palavras que anseiam impactar a forma como vocês, leitores e leitoras, convivem com os adolescentes LGBTs ao seu redor. Esperamos que esse livro seja capaz de provocar mudanças reais e sensíveis nas pessoas que o leiam. Queremos que nossa voz ecoe e possa alcançar adolescentes que se sentem diferentes, estranhos, sozinhos e errados, e ao ler nossas palavras e ver nossos desenhos, possam sentir que não estão sós e que a vida vale a pena, quando se luta por um mundo mais justo e mais...

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Carta ao Papa da mãe de um garoto homossexual

“Se o amor entre mim e meu marido é a imagem de Deus, como você imagina que nós possamos nos resignar ao pensamento de que o amor de Emanuele por um rapaz nada possa expressar daquela imagem de Deus?”, escreve Dea Santonico, mãe de um garoto homossexual, em carta aberta ao Papa Francisco, publicada por La Repubblica, 08-08-2018. A tradução é de Luisa Rabolini. Eis a carta, publicada originalmente no IHU, aqui. “Caro Papa Francisco, eu escrevo para você depois de ouvir suas palavras no Fórum Italiano das Associações familiares: “A família, a imagem de Deus, é uma só, aquela que une um homem e uma mulher”. Eu sou a mãe de um garoto homossexual. Meu marido e eu nos casamos há 39 anos e vivemos juntos com nossos dois filhos, Marco e Emanuele, aquela bela aventura, como você a chama, que é a família. Uma aventura em que crescemos juntos, inclusive através das dificuldades. Dois anos atrás, a inesperada comunicação de Emanuele. Poderíamos continuar a viver tranquilamente a nossa vida nos sentindo “bem”, com nossos muitos compromissos: na realidade de base, voluntariado com os imigrantes, estudo da Bíblia… mas, não. O fato de um filho assumir-se, te coloca de volta ao jogo, tudo muda, e é contagioso: nós, pais, também tivemos que nos assumir, quebrando aquela esfera de hipocrisia que gostaria que “daquela parte” de teu filho não...

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Manual de Comunicação LGBTI+

Compartilhamos aqui o “Manual de Comunicação LGBTI+”, uma publicação conjunta da Aliança Nacional LGBTI, do Grupo Dignidade e da rede GayLatino. Toni Reis, doutor em educação e organizador do Manual, explica seu objetivo na introdução:   “Este Manual visa apresentar aos meios de comunicação, incluindo jornalistas e estudantes desta área, a terminologia mais atualizada sobre a população lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual e intersexual (LGBTI+)*, trazendo à discussão temas importantes para o debate nacional e internacional sobre seus direitos. Tem por objetivo contribuir para diminuir preconceitos e estigmas e colaborar para o melhor entendimento de termos que são recorrentes entre a população LGBTI+, mas que podem não ser usuais no dia a dia de comunicadores(as) e estudantes, a fim de contribuir para um jornalismo mais inclusivo e atento às realidades. É uma obra que teve a contribuição de muitas mãos e muitas cabeças, além de se inspirar em manuais de comunicação LGBTI+ de organizações como o SOMOSGAY (Paraguai), a Colômbia Diversa, a GLAAD (Estados Unidos) e a ABGLT no Brasil. Também foi objeto de pesquisas, sendo que as fontes são citadas. Contou ainda com contribuições de especialistas. Além disso, houve uma consulta pública que durou dois meses, com ampla divulgação, resultando em várias contribuições. A Aliança Nacional LGBTI, o Grupo Dignidade e a rede GayLatino acreditam que só com a informação mais correta possível é que se pode vencer o preconceito. Contamos com o seu apoio para combatermos juntos o preconceito e tornar o Brasil um país mais justo para toda a...

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O Fundamentalismo Religioso e os LGBT

Compartilhamos aqui o artigo de Luis Corrêa Lima, sacerdote jesuíta e professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio. Trabalha com pesquisa sobre diversidade sexual e de gênero, e no acompanhamento espiritual de pessoas LGBT. Publicado originalmente no Dom Total.   Um fenômeno religioso e cultural dos tempos atuais é a disseminação e a persistência do fundamentalismo religioso. O termo “fundamentalista” remete a fins do século XIX e início do XX, em que grupos protestantes nos Estados Unidos reagiam contra os métodos científicos de interpretação da Bíblia. A Palavra de Deus, por Ele inspirada, supostamente estava isenta de erro e deveria ser interpretada literalmente em todos os seus detalhes. O mundo católico também compartilhava esta ideia. No pontificado de Pio X, ensinava-se oficialmente que os três primeiros capítulos do Livro do Gênesis eram verdade histórica; ou seja: o mundo foi feito em seis dias, o homem veio direto do pó da terra e a mulher veio da costela do homem. Por séculos, também se utilizou a Bíblia para se afirmar a imobilidade da terra, para se justificar a escravidão dos povos africanos e a submissão da mulher ao homem. A população LGBT não escapou da dura condenação com base nos textos bíblicos. O texto mais utilizado foi a história de Sodoma e Gomorra, cujo pecado clamou aos céus e resultou no castigo divino destruidor (Gn 19). Este pecado foi recusar...

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Documento de trabalho do Sínodo dos Jovens mostra evolução do Vaticano sobre temas LGBT

“A prova de abertura do Vaticano para questões LGBT será o modo como estes temas serão abordados no Sínodo propriamente dito: jovens LGBT serão representados na Assembleia? Vozes que discordam das questões LGBT serão permitidas?”, escreve Francis DeBernardo, diretor executivo do New Ways Ministry, em artigo publicado pelo NWM aqui, 20-06-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen para o IHU On-line (aqui). Eis o texto. O Vaticano atingiu três metas na sua evolução em direção a um maior diálogo com a comunidade LGBT. No Instrumentum Laboris, um documento preparatório lançado em 19 de junho que estabelece a direção para o Sínodo dos Jovens que ocorrerá em Roma, o Vaticano usa pela primeira vez a sigla “LGBT” para descrever os indivíduos com diversas sexualidades e identidades de gênero. De modo similar a 2013, quando o Papa Francisco se tornou o primeiro Papa a usar a palavra “gay”, essa mudança de vocabulário sinaliza que os oficiais da Igreja estão começando a entender que eles têm que tratar as pessoas LGBT com simples respeito e se referir a eles com termos mais precisos. Outro desenvolvimento significativo é o reconhecimento de que as pessoas LGBT têm um desejo de fazer parte da Igreja. Em uma seção o documento afirma: “alguns jovens LGBT… desejam se beneficiar com maior proximidade e se sentirem amparados pela Igreja”. Este reconhecimento é uma mudança bem-vinda da retórica...

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