Peregrinação LGBTQI à Jornada Mundial da Juventude trouxe esperança a milhares de pessoas
No mês passado, o Papa Francisco visitou a América Central pela primeira vez, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude no Panamá – o maior encontro de jovens católicos do planeta. Eu também estava lá, com uma comunidade de seis peregrinos patrocinados pelo Equaly Blessed, uma coalizão de três organizações católicas dos EUA que trabalham pela igualdade LGBTQI (Call To Action, DignityUSA e New Ways Ministry). Estávamos lá para defender os plenos direitos e inclusão das pessoas LGBTQI na Igreja Católica. Nosso objetivo era principalmente encontrar pessoas, estar presentes e visíveis. Nossa intenção era nos contrapor a qualquer mensagem oficial anti-LGBTQI. Ver o Papa não era necessariamente nossa maior prioridade. Na tarde de sua chegada, estávamos dando uma pausa no caos da multidão agitada, tomando sorvete e refletindo sobre os acontecimentos. De repente, ouvimos uma barulheira a apenas alguns quarteirões de distância – buzinas, vuvuzelas, alto-falantes. Alguns de nós corremos na direção do barulho. Ao dobrar a esquina e alcançar a multidão, lá estava ele: vimos, num lampejo, o papamóvel – e, por um segundo, o rosto do pontífice. Começamos a gritar e a nos abraçar. Estávamos chocados por termos alcançado a multidão exatamente no momento certo. “Estou tremendo”, disse Breanna Mekuly, uma de nossas peregrinas. “Não achava que ia me importar tanto, mas estou impactada.” Ver o papa foi pura sorte. Passamos a maior parte da nossa semana sendo vistos por outras pessoas. Em quase todos os lugares que íamos...
Leia Mais