Autor: Equipe Diversidade Católica

Peregrinação LGBTQI à Jornada Mundial da Juventude trouxe esperança a milhares de pessoas

No mês passado, o Papa Francisco visitou a América Central pela primeira vez, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude no Panamá – o maior encontro de jovens católicos do planeta. Eu também estava lá, com uma comunidade de seis peregrinos patrocinados pelo Equaly Blessed, uma coalizão de três organizações católicas dos EUA que trabalham pela igualdade LGBTQI (Call To Action, DignityUSA e New Ways Ministry). Estávamos lá para defender os plenos direitos e inclusão das pessoas LGBTQI na Igreja Católica. Nosso objetivo era principalmente encontrar pessoas, estar presentes e visíveis. Nossa intenção era nos contrapor a qualquer mensagem oficial anti-LGBTQI. Ver o Papa não era necessariamente nossa maior prioridade. Na tarde de sua chegada, estávamos dando uma pausa no caos da multidão agitada, tomando sorvete e refletindo sobre os acontecimentos. De repente, ouvimos uma barulheira a apenas alguns quarteirões de distância – buzinas, vuvuzelas, alto-falantes. Alguns de nós corremos na direção do barulho. Ao dobrar a esquina e alcançar a multidão, lá estava ele: vimos, num lampejo, o papamóvel –  e, por um segundo, o rosto do pontífice. Começamos a gritar e a nos abraçar. Estávamos chocados por termos alcançado a multidão exatamente no momento certo. “Estou tremendo”, disse Breanna Mekuly, uma de nossas peregrinas. “Não achava que ia me importar tanto, mas estou impactada.” Ver o papa foi pura sorte. Passamos a maior parte da nossa semana sendo vistos por outras pessoas. Em quase todos os lugares que íamos...

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“A fé no amor!”: o testemunho de Mônica Benício sobre Marielle Franco

Testemunho de Mônica Benício*, viúva de Marielle Franco, para nosso site: Descobrir um amor, em sua simplicidade e beleza, em um espaço de encontro com o que temos de melhor, de solidariedade e de crença em um mundo melhor como a Igreja. Quem não seria grato por esta oportunidade? E para nós não foi diferente. Marielle e eu nos conhecemos no pátio da Igreja Católica que frequentávamos e nos deparamos com este amor mútuo, sincero e vivo em nós! O amor se apresenta de muitas formas em nossas vidas, se transforma e se ressignifica a todo tempo. E foi o que aconteceu conosco. Aquele amor que se consolidou através de uma amizade profunda, adquiriu novos significados para nós. Companheirismo, sonhos compartilhados e desejos em comum. E o que fazer com tudo isso, sentimentos intensos e bonitos, que aprendemos em nossa formação católica a nutrir pelo próximo, mas que quando se apresentam para nós nos dizem que não podemos vivenciá-los, que é errado, que é pecado? Foram tempos de conflitos e contradições entre o que aprendemos e o que sentíamos uma pela outra e o que nos diziam que podíamos ou não viver. Escolhemos viver. Viver pelo amor e com amor. E isso em momento algum abalou nossa fé, mas nos fez perceber que os percalços enfrentados para estarmos juntas, para nos permitirem nos amarmos teriam que ser enfrentados em todos...

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Votar com lucidez

Do site da CNBB, compartilhamos trechos de artigo de D. Reginaldo Andrietta, Bispo de Jales (SP): “O destino do Brasil, por muitos anos, estará sendo decidido nas eleições que se aproximam. Muitíssimos eleitores, no entanto, desinformados sobre os reais interesses que estão em jogo, correm o risco de fazer escolhas sem conhecerem suficientemente e analisarem criticamente os candidatos, seus partidos, quem os financia e seus projetos. (…) São escandalosas as posturas alienadas de muitos cristãos e as adesões a um candidato à presidência que dissemina violência, ódio, racismo, homofobia e preconceito contra mulheres e pobres. Ele utiliza falsamente as temáticas do aborto, gênero, família e ética; faz apologia à tortura, à pena de morte e ao armamentismo; e é réu por injúria e incitação ao crime de estupro. Ele e outros candidatos usam o “nome de Deus em vão”, o que é censurado na Sagrada Escritura, conforme o Livro do Êxodo 20,7. Manipulam a religião. Não amam a justiça. (…) Reconheçamos a importância do debate respeitoso sobre esse assunto em todos os ambientes, especialmente nas comunidades cristãs, afinal Cristo nos confia a vida em sociedade, afirmando que seus seguidores devem ser “sal da terra e luz do mundo” (cf. Mt 5,13-16). Ele mesmo atribui prioridade a essa missão, dizendo: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6,33). O destino saudável do Brasil depende de nossa opção em...

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Encontro com Jo Clifford em São Paulo

O Grupo de Ação Pastoral da Diversidade (GAPD) e a Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM) de São Paulo convidam para o bate-papo com a atriz e dramaturga inglesa Jo Clifford, autora da peça O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu, dia 29 de setembro, às 14 horas. Provocativa talvez seja a melhor palavra para definir Jo Clifford. Ela estudou num colégio só de meninos, ela interpretava os papéis femininos para dar vazão à sua verdadeira identidade de gênero. E isso era causa de embaraço. Foi só muito depois que, atuando nas peças que ela própria escreveu, ela passou a se sentir totalmente à vontade no palco. Para ela, dramaturgos/as são pessoas perigosas! Aos 68 anos, ela tem energia suficiente para considerar-se “uma ameaça”, justamente porque se propõe a fazer o público repensar ideias e visões já há muito solidificadas. Católica devota, sua experiência pessoal a colocou numa posição incômoda, o que a levou a escrever a peça O evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu, na qual Cristo é assume a forma de uma mulher transexual. Um texto avassalador que, infelizmente, foi mal compreendido por setores cristãos conservadores que não atentaram para a profundidade da crítica feita por Jo. A dramaturga e atriz esteve no Brasil em 2016, a convite do British Council, para as primeiras encenações da peça, tendo por protagonista a atriz também trans Renata Carvalho. Ela retorna...

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