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9.O discurso da Igreja, contrário aos gays, favorece atos homofóbicos violentos?

Apesar da postura contrária da Igreja em relação ao reconhecimento de uma série de direitos dos cidadãos GLBTT e da classificação das relações entre pessoas do mesmo sexo como “intrinsecamente desordenadas”, não se pode acusar a Igreja de incitar atos de violência contra os homossexuais.

Em seus documentos, o Magistério da Igreja reconhece que a pessoa humana é maior que a sua orientação sexual, que todos são criados por Deus e destinados à salvação. Isto é uma dignidade que a todos abrange.

Nem todos lêem na íntegra os documentos e a grande mídia só explicita as partes mais controversas. Uma pessoa com alto grau de homofobia pode confundir a  condenação dos atos homossexuais por parte do Magistério com a condenação da pessoa homossexual.

Mas os documentos a respeito da homossexualidade apresentam um paradoxo. Por um lado, se ressalta a dignidade inerente a toda a pessoa humana e se afirma que a tendência homossexual não é pecaminosa. Mas os atos homossexuais são vistos como desvio e não são dignos.

Ainda que defenda a dignidade de toda a pessoa humana, a posição da Igreja conhecida pela sociedade é a da condenação à homossexualidade, o que colabora para o clima de rejeição e preconceito às pessoas GLBTT.